Pois
então, depois de um fim de semana de plantões voltemos ao trabalho nos
psfs. Ontem, chegamos em casa meia noite. Hoje a
tarde preces para atendimentos tranquilos, pois ainda não estávamos
recuperadas do cansaço. As preces foram atendidas e Marcella resolveu
fazer quibe para nossa querida vizinha.
Saímos
pra comprar o que falatava para a receita saborosa e na volta Marcella
olha com desejo para as romãs de uma casa simples. "Lidi, sempre que
passo por aqui fico com vontade de comer romã. Posso falar que você está
grávida e pedir romã?" Técnica que ela costuma usar com frequencia e
sempre dá certo. Resolvemos ir lá pedir, a porta estava aberta, fomos
pedindo licença e entrando.
Surgem
duas moças simpáticas que de cara já mandam a gente entrar pra pegar as frutas. A
casa antiga, que por fora parecia ter dois cômodos, na verdade era
enorme, quase um labirinto, com uma área grande de pomar.
As
moças nos ajudaram a pegar pitanga e amora. Marcella subiu no muro pra
pegar suas apetitosas romãs. Conversa vai e as duas contas que são de BH e
que vieram ficar com a mãe, de 87 anos, Dona A.
Colhida
as frutas e com promessa de voltar pra pegar manga. Fomos para a sala
conhecer Dona A. Uma senhorinha na cadeira de rodas, elegante, logo se
vê que recebe todo o carinho e atenção da família. Estava silenciosa,
mas foi só estimular que foi nos contando
diversos casos. Com dificuldade, pela surdez de Dona A, íamos
perguntando suas histórias. "Que vestido bonito Dona A." Dona A: "Eu não gosto não. Tá parecendo uma camisola". "E como é que a senhora tá?". Dona A:"Eu
tô mais ou menos. Tava falando com a minha vó, desde que eu fiquei
doente tô como que uma preguiça!" A vó de Dona A já faleceu há um bom
tempo, mas ela vai emendando e remendando sua história de uma maneira
singela. E lá vem a filha explicar que a vó já faleceu. Se eu pudesse
passava a tarde toda conversando com Dona A.
Enfim, voltamos pra casa com as romãs e mais pessoas simpáticas no coração.Lidiane esteve aqui!
Nenhum comentário:
Postar um comentário